Medicina de precisão e o teste molecular: entenda a relação!

7 minutos para ler

Ao considerar que saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, identificar e tratar uma doença passa a exigir uma série de habilidades, não apenas técnicas, mas também humanas. As variáveis são muitas e devem ser levadas em conta.

Por isso, com a evolução da tecnologia e da medicina, os médicos podem encontrar um leque de possibilidades na hora de aperfeiçoar os processos, tanto de propedêutica quanto de terapêutica. Nesse cenário, atualmente não é difícil unir medicina de precisão e teste molecular em um mesmo contexto. Entenda mais adiante como isso se dá.

O que é a medicina de precisão?

A medicina de precisão, também conhecida como medicina personalizada, é a prática que visa cuidar do paciente individualmente, com um olhar atento sobre os aspectos únicos e ambientais que fazem parte de cada pessoa. É uma medicina que aplica conhecimentos e tecnologias da bioinformática, aliados a informações como exposição ao ambiente, herança genética e outros.

A medicina de precisão trata indivíduos e não doenças. Uma mesma patologia pode ser tratada de formas distintas em duas pessoas diferentes. É uma maneira inovadora de conduzir o processo de um paciente, com uma medicina muito mais personalizada e precisa, por isso leva esse nome.

É o fim da tentativa e erro?

Com a tecnologia da análise molecular é possível identificar alterações no DNA que possam ser indicativas de doenças. O diagnóstico, nesse caso, é muito mais preciso. Portanto, para as doenças que já podem ser identificadas dessa forma, não é mais necessário fazer diagnósticos por tentativa e erro.

A medicina de precisão e o futuro do paciente: benefícios para o paciente

A medicina de precisão será capaz de impactar positivamente o futuro do paciente na medida em que:

1. é uma prática que leva em conta os dados genéticos do paciente

Isso faz com que os diagnósticos sejam muito mais precisos e os tratamentos indicados possam ser muito mais eficazes. Médicos e pacientes conseguirão ir ao x da questão (quando houver) e assumir condutas certeiras para tratar doenças que estejam, inclusive, apenas no DNA do paciente. É possível, hoje, com essa tecnologia, identificar mais de 3.000 doenças e também a reação de aproximadamente 100 medicamentos.

2. permite que médico e paciente se adiantem a um problema

Se considerarmos que as doenças podem ser identificadas por alterações em um gene ou em um conjunto deles, é também possível analisar o quanto algumas alterações genéticas poderiam aumentar o risco de uma doença. A partir disso, médico e pacientes podem optar por se adiantarem a um problema.

Trata-se de uma informação precisa e não de uma mera hipótese para sugerir um tratamento. Com a observação genética, é possível ter a determinação e previsão de um futuro que pode ser modificado com as condutas eleitas assertivamente.

3. pode diminuir efeitos colaterais

Quando um médico identifica que o paciente pode sofrer efeitos colaterais com o tratamento que irá iniciar, ele também pode fazer uso dos conhecimentos de farmacogênica para reduzir a toxicidade do medicamento. Essa identificação ocorre antes mesmo que o paciente esteja sujeito aos efeitos colaterais, por meio da medicina de precisão.

4. pode evitar tratamentos desnecessários

A identificação precoce e certeira de uma patologia possibilita ao médico e ao paciente a eleição de métodos terapêuticos mais precisos e menos agressivos. É o caso, por exemplo, da identificação de uma infecção e do uso do antibiótico ou antivirais.

Quando uma infecção bacteriana é verificada em seu estágio inicial, a administração do antibiótico será bem-orientada e trata benefícios ao paciente. Ao identificar um agente viral, o médico lançará mão de outros medicamentos não expondo o paciente a antibióticos que não trarão benefícios nessa condição. Tal benefício também representa um ganho para a sociedade que busca um uso mais racional e moderado dos antibióticos.

Como funciona a medicina de precisão?

Ao conhecer suas vantagens e seus diferenciais, as perguntas sobre o tema passam a ser: afinal, como funciona a medicina de precisão? Quais são as suas ferramentas?

A medicina de precisão usa como ferramenta os chamados biomarcadores. Segundo publicação do Hospital Albert Einstein, ” eles podem indicar características genéticas particulares dos diferentes indivíduos afetados e das diferentes doenças que os afetam (como doenças genéticas, oncológicas ou infecciosas)”. 

Por meio dos biomarcadores, é possível indicar os tratamentos e acompanhamentos mais adequados para cada patologia, levando em consideração o foco no indivíduo e suas singularidades e não somente na doença identificada. Assim, a medicina de precisão se vale de uma série de conhecimentos sobre aquele indivíduo e dá especial relevância ao conhecimento do genoma humano. 

Dentro dessa área, estão a genômica e suas variações, por exemplo: a epigenômica, estudo de alterações epigenéticas, como interações do DNA com histonas e metilações de nucleotídeos, que podem alterar a expressão de genes celulares; e a transcriptômica, que é o estudo dos RNAs expressos pelas células. 

Também contribuem para a medicina de precisão o estudo da farmacogenômica e da nutrigenômica, que se propõe a análises das interações dos alimentos com o genoma. Tais conhecimentos ainda integram-se com a microbiômica, que pode ser descrito como o estudo dos microrganismos presentes em diferentes constituintes do corpo (principalmente dentro do trato gastrintestinal, mas também em outros locais, como o trato urinário, olhos, pele etc).

Somam-se a isso estudos que envolvem a composição de outras macromoléculas, como no caso da lipidômica e a proteômica. Além disso, há os estudos de produtos metabólicos, como a metabolômica, que pode sinalizar a presença de quadros patológicos considerados específicos. 

E para manter a certeza dos testes diagnósticos, a medicina de precisão utiliza o teste molecular. Mas o que seriam os testes moleculares? Respondemos essa questão, a seguir.

O que é o teste molecular?

É chamado teste molecular aquele que utiliza um conjunto de técnicas que cumprem o objetivo de analisar e identificar as alterações no DNA do paciente ou indentificam o material genético de vírus e bactérias, como Influenza, RSV e Strep a. O diagnóstico molecular faz uso de ensaios biológicos in vitro, onde detecta uma molécula, freqüentemente em concentração baixa, que pode ser um indicador de doença ou risco.

Esse diagnóstico é muito mais ágil e preciso do que os antigos métodos utilizados. Os equipamentos de testes rápidos, por exemplo, funcionam a partir da amplificação do DNA ou RNA do material analisado. 

Testes rápidos

A eficiência do diagnóstico molecular torna possível a detecção de quantidades bastante reduzidas de um vírus ou bactérias. Isso graças à sua amplificação em um teste rápido.

Assim, equipamentos como o Point-Of-Care Testing proporcionam resultados precisos e em tempo recorde. Essa tecnologia contribui para o início do tratamento a tempo de impedir o sofrimento do paciente e contaminação da comunidade. Consequentemente, colabora também para a desobstrução de centros hospitalares.

Neste post, observamos que a medicina de precisão pode ser aplicada tanto para casos complexos como os oncológicos, como tratamento de gripes e infecções de garganta, doenças que podem facilmente ser identificadas por meio do teste molecular realizado por um Point-Of-Care Testing.

E se você quer conhecer mais sobre os caminhos da evolução no diagnóstico e nos testes rápidos, assine a nossa newsletter. Nos vemos lá!

Quero falar com o time comercial
Posts relacionados

Você possui experiência em Point of Care Testing? Compartilhe conosco!