Infecção estreptocócica: saiba mais sobre classificação, diagnósticos e tratamentos

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São muitos os tipos diferentes de estreptococos, e suas infecções variam em gravidade. Esses microrganismos aeróbicos gram-positivos podem causar desde infecções leves na garganta até pneumonia. Tratadas principalmente com antibióticos, as infecções estreptocócicas atingem todas as idades e podem causar grande sofrimento em pessoas com o sistema imunológico fragilizado.

A boa notícia é que já é possível identificar e iniciar um tratamento para essas infecções em tempo recorde! Acompanhe nosso conteúdo sobre os tipos de estreptococos e veja como a testagem rápida pode ser benéfica em um tratamento eficaz.

As infecções estreptocócicas

Os tipos de infecções estreptocócicas variam de acordo com o tipo de estreptococo. São três os grupos identificados como principais infecções nas pessoas:

  • estreptococos beta-hemolíticos, que produzem zonas de hemólise clara ao redor de cada colônia;
  • estreptococos gama-hemolíticos, que são não hemolíticos;
  • estreptococos alfa-hemolíticos, que são circundados por uma pigmentação verde resultante de hemólise incompleta. Comumente, são chamados Streptococcus viridans.

Os estreptococos também são divididos em grupos A, B e Viridans. O patógeno estreptocócico mais importante é considerado o S. pyogenes, também chamado de estreptococo beta-hemolítico do grupo A (GABHS), mais conhecido como Strep A.

O Strep A provoca, principalmente, doenças agudas como as faringites estreptocócicas e infecções da pele. Complicações não supurativas tardias também podem ser observadas, como febre reumática e glomerulonefrite pós-estreptocócica.

O Strep A causa contágio por contato com secreções ou gotículas do nariz ou da garganta, ou por contato com feridas e úlceras infectadas na pele. Ambientes cheios também podem facilitar a transmissão das bactérias.

O contágio acontece de forma rápida. Entretanto, após iniciado o tratamento com antibiótico, dentro de 24 horas as pessoas infectadas não são mais transmissoras para as outras. 

O estreptococos beta-hemolítico do grupo B (SGB) é tido como um diplococo gram-positivo encapsulado. Ele foi isolado pela primeira vez no ano de 1887 e descrito como Streptococcus agalactiae.

Por fim, os Streptococcus viridans são os que habitam a cavidade bucal. No entanto, o risco é maior quando a bactéria entra em outras regiões do corpo. Por exemplo, se invade a corrente sanguínea, especialmente em pessoas com inflamação periodontal, pode levar à infecção de válvulas do coração e causar endocardite — infecção do revestimento interno do coração.

É importante notar que os Streptococcus viridans formam um grupo considerado de difícil classificação. Inicialmente, eles eram incluídos entre os estreptococos do grupo D. Porém, recentemente, concluiu-se que valiam um gênero separado.

Também se pode encontrar uma outra classificação para os pneumococos, que costumam habitar o trato respiratório superior de pessoas saudáveis. As bactérias são transmitidas para outras pessoas por meio da secreção de espirros e tosse ou em contato direto.

Formas de diagnóstico

No caso de infecções menores como as que afetam o trato respiratório superior, é possível diagnosticá-las colhendo uma amostra de orofaringe e testando a presença de bactérias estreptocócicas. Para infecções invasivas, pode ser necessário realizar testes adicionais, como um exame de sangue para bacteremia ou líquido espinhal cerebral, assim como teste para meningite.

Se for uma infecção menor, o tratamento pode ser de apoio ou, dependendo do caso, com antibióticos bem-orientados. Infecções invasivas geralmente pedem um acompanhamento mais intenso, podendo resultar em internação hospitalar.

Para infecções invasivas graves, pode ser exigido o tratamento intensivo com antibióticos intravenosos por 7 a 10 dias. Em alguns casos, pode ser necessária uma cirurgia para reparar ou mesmo remover o tecido danificado.

Os benefícios da testagem rápida

Os testes rápidos são importantes para a rápida detecção de antígeno. A testagem, por meio de um Point-of-care Testing, permite a detecção do Strep A por meio de swabs de orofaringe. Ela pode ser feita no local de atendimento do paciente, como na sala de emergência e no consultório médico. 

Além do resultado rápido, o teste permite que o paciente seja orientado de forma mais acertada pelo médico. Isso sem prolongar seu sofrimento e nem inferir tratamentos que não seriam eficazes.

Vale lembrar que a maioria das infecções de orofaringe em crianças e adultos são de origem viral e não bacteriana. Dessa forma, um diagnóstico do agente causador somado com os dados clínicos dará ao médico a segurança no momento da administração ou não do antibiótico.

Neste ponto, o profissional pode se interessar especialmente pelo aparelho POCT desenvolvido pela Abbott: o ID NOW. Trata-se de um sistema isotérmico rápido que realiza a detecção qualitativa de doenças infecciosas com uma tecnologia exclusiva de amplificação isotérmica de ácidos nucleicos. Por isso, ele oferece resultados moleculares em apenas alguns minutos, o que permite ao profissional tomar decisões clínicas eficazes em menor tempo.

Atualmente, o ID NOW consegue identificar alguns agentes causadores de doenças, incluindo o Strep A:

  • ID NOW STREP A — com o teste realizado em até 2 minutos;
  • ID NOW RSV — o teste com o ID NOW apresenta o resultado positivo em até 3 minutos;
  • ID NOW INFLUENZA A&B — o resultado positivo pode ser alcançado em até 5 minutos.

Todos os exames são feitos com o uso de swab, que são fornecidos com os kits, em regiões nasal (Influenza), nasofaringeal (VSR) e orofaringe (Strep A) do paciente.

Alguns tratamentos administrados

Somente um profissional médico pode indicar o tratamento correto que diminuirá o sofrimento causado por uma infecção, incluindo a infecção estreptocócica. Por isso, não são recomendados nem o autodiagnóstico e nem a automedicação.

Tratando-se dessa bactéria, nem toda infecção por estreptococos exige tratamento com antibióticos. Muitas vezes, o desconforto é amenizado com tratamento de apoio. No entanto, para alguns casos, vale ressaltar o uso certeiro do medicamento.

Como no caso das infecções faríngeas, por exemplo, provocadas por Strep A, os antibióticos são capazes de encurtar o curso da bactéria em crianças e bebês, especialmente naqueles com escarlatina. No entanto, podem apresentar efeito reduzido nos sintomas em adolescentes e adultos. 

Nesses casos, o uso de antibióticos auxilia na prevenção de complicações supurativas como o abscesso peritonsilar, a otite média e a febre reumática. Por isso, o fármaco mais aconselhado é a penicilina, embora algumas cepas de estreptococos tenham demonstrado tolerância in vitro à penicilina.

Em casos de haver contraindicação para a penicilina e betalactâmicos, o médico poderá também orientar na aplicação de Clindamicina, Eritromicina ou claritromicina ou mesmo Azitromicina. Em caso de dor de garganta, febre e cefaleia, o tratamento pode ser aconselhado pelo profissional, levando em conta analgésicos ou antipiréticos.

Depois de passar por esses detalhes sobre as infecções estreptocócicas, não deixe de acompanhar os nossos conteúdos sobre diagnósticos e testes rápidos. São ferramentas que podem facilitar a vida do médico e do paciente. Siga nossas redes sociais!

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